terça-feira, 27 de março de 2012

The Wall - Roger Waters - Porto Alegre


Eu tenho praticamente a mesma idade do The Wall. Meu pai comprou o LP, talvez em 1980, eu deveria ter uns 3 anos, portanto não lembro quando foi a primeira vez que eu ouvi o disco. Mas The Wall foi certamente o disco mais importante do Pink Floyd na minha vida. Domingo, 25 de março de 2012, no Beira-Rio, assistindo ao show de Roger Waters, tive uma viagem de volta ao interior das sensações que marcaram tão fortemente a minha infância e adolescência. Uma obra como The Wall, tão intensa, que é complementada por um longa-metragem tão ou mais incrível que o disco, levou os fãs do Pink Floyd, ou de Roger Waters a um patamar diferente de relacionamento com a música da banda. Sempre tive a sensação que The Wall não foi criado; ele sempre existiu. Talvez Waters tenha apenas o descoberto, afinal como ele diz em Nobody Home “I’ve got amazing powers of observation”.
Lá no estádio, vendo ao vivo, completo em sua totalidade aquele espetáculo, eu recordava as nostálgicas depressões que o disco me proporcionava. Depressões no sentido de que o sentimento do álbum é transportado ao ouvinte de uma maneira tão real que Roger Waters pode ser considerado um mago em transformar os seus sentimentos em músicas. E o mais incrível é que de alguma maneira estes sentimentos parecem ser universais, ao menos entre os fãs.
Foi muito bom reviver a obra, reformulada com os modernos recursos da tecnologia e com a imperdoável crítica de Waters ao estabilishment.
E eu como fã de David Gilmour, senti apenas uma tristeza pelo mestre que criou as guitarras de The Wall não estar lá comungando aquele momento de glória musical. Mas a genialidade de Waters não ofuscou o brilho de um dos maiores guitarristas do mundo, pois os solos estavam lá, da maneira que Gilmour os compôs, nas mãos de competentes guitarristas.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

"Meu objetivo de vida é o autoconhecimento. Em segundo lugar, mostrar as portas para que as pessoas saibam por onde começar a trilhar seus próprios caminhos. Como se tornar um iniciado? Não se preocupem com isso… Preocupem-se em estudar, ler muito, desenvolver sua imaginação e sua concentração, serem pessoas honestas, honradas, com ética e que façam diferença na vida das pessoas ao seu redor. Pratiquem
o autoconhecimento, trabalhem a sua pedra bruta, transformem o chumbo do seu ego no ouro da essência, sejam os donos dos seus destinos. O resto são detalhes… Tem um ditado que diz que “quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece”. Isso é totalmente verdadeiro."

Marcelo Del Debbio, agosto de 2008

...sábias palavras

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

EM tests software-modeled guitar amps against the real thing

EM tests software-modeled guitar amps against the real thing

Teste cego muito interessante com renomados produtores americanos, comparando amps reais x simuladores. A diferença não é tão tosca assim como alguns dizem por aí...Quando vermos neguinho levando somente um notebook e controlador midi para shows, vamos pensar melhor antes de zoar...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Show Thule e Blue Drift em São Leopoldo


Show de rock em São Leopoldo, na Embaixada do Rock, dia 16 de abril 2011. Fique ligado. Thule (progressivo), Blue Drift e Baby Sitters (hard rock)

terça-feira, 27 de julho de 2010

Show Apocalypse e Thule em São Leopoldo


Ainda existe rock progressivo no Brasil!
Excelente oprtunidade para assistir um show de rock em São Leopoldo. Vai ser no Embaixada do Rock, dia 20 de agosto 2010.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Hello everyone! Virtuosys.blogspot.com is back!
After 7-month period break, we’re returning in the attempt to bring along some musical reviews, rock hints and in the meanwhile, sort of metaphysical discussions.
You may notice we are reporting in English now, in order to reach a wider spread.
Hope you enjoy it.

I’d like to start sharing a great and brand new video clip, from one of my fave Brazilian rock band, SkyFox. Check out what a great job that guys have done! Link: http://www.youtube.com/watch?v=TwzAxmShro4

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Winger - Pull (1993)


“No sun will rise
In my silent heaven
Without your love…”

Com esse versos e dedilhados de violão de aço se inicia o lado B do disco Pull de 1993 da banda de hard rock que ficou mundialmente famosa com o hit Miles Away, música tema de um comercial da Hollywood.
Foi com esse disco de vinil que tive o primeiro contato com a genialidade emergente das composições de Kip Winger e Reb Beach. Totalmente por acaso, fiquei com esse vinil em mãos e por muito tempo tentei escutá-lo, mas de fato, após diversas tentativas o disco não me chamava a atenção. Fatos assim foram comum com diversos álbuns que hoje considero os melhores, como Power Windows e Presto do Rush. Mas um dia chegou o momento certo. Já mais amadurecido musicalmente e aprendendo a conhecer a verdadeira rebeldia do hard rock, dei uma última chance àquele vinil despretensioso e então minha percepção da dimensão que o rock pode tomar mudou para sempre.

Pull, 3º disco do Winger, nada tem a ver com os discos anteriores (Winger 1988 e In the Heart of the Young 1990) que projetaram a banda à fama. Nitidamente sem intenção de agradar fãs, rádios ou gravadoras e agora reduzidos a um power trio, esses americanos resolver agradar a si próprios e deram à luz a uma das maiores obras-primas do rock moderno. Assim, a banda decide criar melodias menos óbvias, andamentos mais complexos, vocais mais agressivos e letras mais profundas. O resultado são músicas rebeldes que projetam liberdade. Mas também há baladas românticas, como pode se perceber nos versos acima, mas o amadurecimento da banda permitiu o transbordo de sentimentos mais sinceros e menos comportados. Após escutar o disco várias vezes, você poderá perceber que é um disco diferente e o trabalho de composição e arranjo dessa banda o colocam nas mais altas posições do rock.

Track List:
Blind Revolution Mad*
Down Incognito
Spell I’m Under*
In my Veins
Junckyard Dog (Tears on Stone)*
The Lucky One*
In for the Kill
No Man’s Land*
Like a Ritual
Who’s the One


*Melhores faixas

Nota 10