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segunda-feira, 14 de maio de 2007

Entrevista com Richard Dawkins, em video

O site www.ateus.net apesar do nome herege para alguns, é um importante divulgador brasileiro da ciência e filosofia. Lá eu encontrei o link para essa entrevista muito interessante segundo a nossa visão de realidade. Não vou fazer maiores comentários, apenas assita ao vídeo, ele é muito útil para quem não teve contato ainda com idéias positivamente evolucionistas...

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Freakonomics

Freakonomics é um livro de autoria do economista norte-americano Steve Levitt, escrito em parceria com o jornalista Steve Dubner. O livro tem feito grande sucesso em função das idéias não-ortodoxas do economista. Na verdade, jornais como o New York Times têm tratado o cara como um deus entre economistas contemporâneos. Um certo exagero na minha opinião.
De fato o livro é interessante, mas a abordagem de Levitt não é nada excepcional. Resumidamente, o livro trata de aspectos simples e corriqueiros do dia-dia, analisados sob uma ótica econômica peculiar e uma avalanche de, dados. Dados. Esse é o diferencial da economia, e o autor tem acesso a um inusitado bocado deles. Fora a ter em mãos uma quantidade maciça de dados curiosos, o resto não é nada fora do comum. Mas Levitt é esperto e olha para os dados de maneira diferente. E os seus dados SÃO diferentes.
Por exemplo. Ele teve acesso à contabilidade de uma rede de tráfico de crack; e respondeu porque os traficantes moram com as mães. Futricou no submundo dos lutadores de sumô e descobriu as táticas de cooperação entre adversários para manterem-se no topo do ranking. Mostra porque ter piscina em casa é mais perigoso para crianças do que ter uma arma. Os dados mostram que o principal fator da redução da criminalidade nos anos 90 é a liberação do aborto nos anos 70. E também analisou como é a dinâmica de nomear os filhos entre ricos e pobres.
Em suma, ele demonstra as nuances do comportamento humano, que é baseado num sistema de incentivos, trocas e recompensas. E que a resposta à perturbações de sistemas sociais nem sempre se dá da maneira prevista por milhões de teorias complexas, mas por um simples balanço do que vale a pena ou não.

quinta-feira, 29 de março de 2007

As questões existenciais conduzidas pela filosofia e religião – e muitas vezes postas em cheque pela ciência – emergem naturalmente da nossa capacidade de sentir, pensar, realizar. Ou seja, esse fenômeno chamado consciência, que tem inicio na matéria e fim só deus sabe onde, levou a raça humana a criar mitos, interpretar sentimentos próprios e estipular regras sem uma certeza absoluta concreta, se bem que muitos têm certeza absoluta de coisas que eles não “vêem”. Isso tudo, na prática surge como um conjunto de regras de pode e não pode. São a Ética, as Leis de Deus e/ou da Igreja e as Leis do Direito.

A subjetividade humana encontra dificuldades para lidar com essas premissas universais. A racionalidade humana, no conjunto estatístico da maioria, aceita os conjuntos de regras e valores como o meio para o “bem de todos”. Mas a simbologia utilizada pela filosofia oriental e as religiões em geral, e a dialética grega de estruturar um código para a ligação do homem com o divino me intrigam profundamente.

Se não negligenciamos os estudos científicos de áreas da ciência como a psicologia evolucionista, podemos então inferir que as maneiras como lidamos com as questões existenciais são mecanismos mentais criados pela evolução para sobrevivermos como espécie.

Em primeiro lugar, para reprimir instintos violentos contra outros indivíduos. Em segundo lugar, para nos distrair da constatação crua da nossa existência efêmera (colocada em evidência pelo niilismo) com a invenção de propósitos e paraísos místicos.

quinta-feira, 22 de março de 2007

Smoke on the Water, Fire in the Sky

Hoje é o Dia Internacional da Água. A música mais famosa do Deep Purple (e talvez o riff de guitarra mais famoso do rock) nada tem a ver com a situação de hoje em dia do nosso nobre bem natural, mas profeticamente retrata muito bem o que se intensificaria 30 anos depois. Hoje não temos exatamente fumaça na água – temos coisas muito piores – e nem fogo no céu...bem, de vez em quando temos sim...mas podemos substituir “fogo no céu” por “aquecimento global”.
Não sei quando nem por que atribuíram 22 de março como o Dia Internacional da Água, mas quero aproveitar essa gancho para dizer que os outros 364 dias do ano também o são. Afinal são apenas 0,087% de toda água no mundo disponíveis para consumo (não me perguntem como calcularam esse número). E esse número tende a diminuir, uma vez que a população e a poluição aumentam; e nós não estamos habituados ainda a fazer o uso racional da água.Portanto, eis um assunto que vale a pena gastarmos um pouco de energia
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