segunda-feira, 14 de maio de 2007
Entrevista com Richard Dawkins, em video
quinta-feira, 29 de março de 2007
As questões existenciais conduzidas pela filosofia e religião – e muitas vezes postas em cheque pela ciência – emergem naturalmente da nossa capacidade de sentir, pensar, realizar. Ou seja, esse fenômeno chamado consciência, que tem inicio na matéria e fim só deus sabe onde, levou a raça humana a criar mitos, interpretar sentimentos próprios e estipular regras sem uma certeza absoluta concreta, se bem que muitos têm certeza absoluta de coisas que eles não “vêem”. Isso tudo, na prática surge como um conjunto de regras de pode e não pode. São a Ética, as Leis de Deus e/ou da Igreja e as Leis do Direito.
A subjetividade humana encontra dificuldades para lidar com essas premissas universais. A racionalidade humana, no conjunto estatístico da maioria, aceita os conjuntos de regras e valores como o meio para o “bem de todos”. Mas a simbologia utilizada pela filosofia oriental e as religiões em geral, e a dialética grega de estruturar um código para a ligação do homem com o divino me intrigam profundamente.
Se não negligenciamos os estudos científicos de áreas da ciência como a psicologia evolucionista, podemos então inferir que as maneiras como lidamos com as questões existenciais são mecanismos mentais criados pela evolução para sobrevivermos como espécie.
Em primeiro lugar, para reprimir instintos violentos contra outros indivíduos. Em segundo lugar, para nos distrair da constatação crua da nossa existência efêmera (colocada em evidência pelo niilismo) com a invenção de propósitos e paraísos místicos.
segunda-feira, 26 de março de 2007
quarta-feira, 21 de março de 2007
A poesia existencial...complexando a vida.
segunda-feira, 12 de março de 2007
Qual o sentido da vida?
Deus existe?
O que é e qual o tamanho do universo?
Porém, as respostas sempre insistem em desafiar nosso conhecimento e convergir para axiomas imunes aos instrumentos da razão. Aqui temos a oportunidade de realizar a clássica pergunta – será nossa razão capaz, de alguma forma, em algum (espaço-)tempo entender esses mistérios?
Enquanto isso o mundo vive, com certa harmonia, dividido entre crentes numa inteligência-luz-força-deus superior e aqueles que aceitam a crueldade de tudo ser a emergência das leis da natureza. E há uma parcela indecisa, que não consegue imaginar/co-relacionar essa inteligência-luz-força-deus mas também percebe o vazio em que caímos quando as teorias dão os assuntos por resolvidos.
O problema real existe quando o mundo vive SEM certa harmonia, não por influência da divisão de crenças, mas devido ao desequilíbrio da nossa consciência, refletido nas barbáries de todas épocas (como entender a violência? O que é a linha tênue que delimita o civilizado? Eis um tema tratado pela psicologia evolucionista), liderado por seres humanos de todos os tipos. Mas isso é uma outra discussão...
Mas por que será que algumas pessoas se contentam com as idéias existentes e outras são eternas insatisfeitas buscando respostas que talvez não existam na maneira que as satisfaçam? Resta-nos a diversão de ouvir as infinitas hipóteses para todas as questões até que a única certeza nos seja revelada: a nossa morte.